sexta-feira, 6 de abril de 2012

Um contratempo

     Um imprevisto, um impedimento, mais que uma razão para não postar nada de jeito neste blog...é que eu de facto não tenho jeito para isto. A escrita assim, não tem a mesma expressividade e intensão, que aquela justaposta ao papel. Lá os sentimentos ficam marcados até ao verso da folha, propagando-se pelas seguintes ou pelas anteriores, se as houver. Aqui por mais força que faça contra o teclado, o máximo que pode acontecer é estragar a tecla agredida, porque a escrita, essa fica igual; se me enganar apanho e não fica marca, pareço perfeita...longe disso. Gosto de deixar as páginas borradas pela infiltração das minhas lágrimas  ou do suor das minhas mãos, quando escrevo durante horas...
     O mundo virtual é demasiado amplo para mim. Neste momento, preciso daquilo que é concreto, para ter a certeza que não foi com isto que sonhei, que agora estou a ver a realidade, a descreve-la como tal; preciso de algo material, quase como se o toque e o cheiro me dessem as respostas e a segurança de que careço!
     Reconheço-me como uma ginásta de trapezio, sem qualquer tipo de habilidade neste campo. Tenho um caminho a seguir, que depende da minha coragem, persistencia e vontade própria. Tenho uma rede que me pode amparar se o caminho não for agarrado com a força e o equilibrio necessários. Depois existe um chão, que só espera que eu caia, para também ele me suportar e dizer "eu avisei, enquanto a gravidade for dona do mundo, tu nunca me vais fugir...". Por ultimo existe um público, que só se rir, porque acha que é preciso ser-se doido para tal ousadia e coragem. Não é coragem, é vontade de se mostrar, é mania... e é uma palhacinha sem jeito, mal feita de corpo, porque o musculo cresce e destroi-lhe as formas femininas. É uma petiz inconsciente e louca, a quem não se pode dar ouvidos e se apontam todos os defeitos da técnica, que nós, letrado e douto público reconhecemos à distância, mesmo sem estarmos dentro do assunto.
      E novamente eu, trapezista, a meio do percurso escorrego e fico pendorada pela minha pior mão. Áquela junto a outra e penso, "será mais facil se cair agora"...
      Não quero cair, porque daqui vejo o publico com outra nitidez e tenho a ilusão da liberdade, da força e do meu querer, tenho as luzes que me aclaram o caminho e seu calor que me aquece. Se cair, ficarei presa na rede, provavelmente sentirei a amargura e o murmurio malicioso do chão e o publico ficará momentaneamnete preocupado pois o espetáculo vai a meio e já a artista está de saída, ... não gostam de ser enganados.
      Tenho pena de não ser artista!

sábado, 17 de março de 2012

Outra causa

    Chamaram-me de mentirosa, acharam-me falsa, vil, preversa! Não fui, e disse-lhes que não, que era impossível, que não era eu, que não fui eu, que nunca o fiz nem o faria... Mas não acreditaram em mim, apenas a Loira, era dona da verdade. Quanto a mim, tinha a fama de ter a mentira como companhia... porém já havia muito tempo que andava de mãos dadas com a solidão, essa que nos abraça sem pedir licença e que nos deixa com uma tal fragilidade que acabamos por não discernir a pureza de espírito, do aproveitamente puro e duro. Assim estava eu!
     Fui humilhada como nunca outrora o fôra, como jamais o mereci, mas fui... e só lhes vi o brilho dos olhos, que refletiam as minhas lágrimas tristes, nos dos delas que rejubilavam de satisfação, de autoritarismo, de ruindade e frieza. Fiquei completamente só, por causa de uma mentira que não foi minha, foi daquela Víbora e da Loira,... tanto que eu sofri com e por elas: noites sem dormir, dias no hospital, comida, carinho, força, material de estudo, corridas em plena madrugada até à farmácia de serviço, que a Loira se controcia com dores, porque a Víbora lhe tinha mordido, a ela e à Mestra que me descompôs em público,... a Loira provavelmente deve-me a vida e não sabe, pois estava demasiado bêbeda para se lembrar, e mt mais para cair de costas escada a baixo, mas não chegou a cair porque a agarrei! A Víbora deve-me mais de 50€, só em roubos à minha humilde e pobre carteira, porque ela é rica e cleptomaniaca e eu gramo com as culpas dela, e é má, culpo-a, a ela!
    Depois a Mestra, que não sabe o que é, ora se mostra muito segura de si, ora tem todas as dúvidas do mundo e chora no meu ombro e eu choro também, pois consegui sentir o seu sofrimento. E faço tudo por ela, dou-lhe tudo....e caio de repente. 
   O meu mundo mudou, confirmei que tinha um Transtorno Obsessivo-Compulsivo, elas sabiam-no e aproveitaram-se de mim. Afundei-me mais e mais... chorei, gritei, lutei contra o que me tinha tornado, estive 1 mês longe daquele sítio, de tudo, de todos, e fechei mais, ainda mais!
   Quis fugir de mim, porque certamente eu tinha nascido com algo de errado (a minha mãe não acreditava que eu era sua filha quando nasci! Tão inocente e já tão mentirosa!), ou era dom ou carma. Seguramente neste momento encaixava bem no carma. Começa agora a mudança...

domingo, 11 de março de 2012



Adoro a ingenuidade e a ternura do teu olhar... 

Uma causa

    Não me consigo habituar à escrita no mundo virtual, pois já lá vão muitos anos de bons vícios sobre o papel. A causa principal deste blog, surgiu de uma causa secundária, que ao contrario do que se podia prever, esta mostrou-se mais importante que a outra. Explicando melhor o assunto, a minha causa principal partiu de um desabafo entre amigas, num daqueles dias em que, apesar dos esforços, não havia nada de proveitoso a fazer, para além de falar sobre "as nossas coisas". Surgiu então a ideia de "devias fazer um blog!" e assim atrevi-me neste novo mundo.
    Há quem diga que um blog é um passa-tempo, uma necessidade, um dever, uma forma de encarar a vida, ou uma forma de a partilhar... eu ainda não sei.
    A causa secundária faz parte de um conjunto de situações que têm tudo de impossível, mas infelizmente para mim, são uma realidade que me consumiu! Para ser mais explicita, imagine-se um grupo de amigas, do mais unidas que há, convivendo 24 sobre 24h, sabendo de tudo, partilhando ao máximo, mas enfim... isto parece um episódio de uma novela, em que existe uma vilã, que injustamente recebe tal título, porque a verdadeira víbora se retorce por entre a vestação, lesando tudo e todos, porém a sua camuflagem fá-la passar desapercebida.
    Aparentemente, eu sou a vilã, aquela má pessoa que é oportunista, falsa, mentirosa, parva, insegura, fraca, obsecada, preocupada, stressada, cautelosa, calada, introvertida, gorda, feia, desinteressante, sem remédio possível, alvo do maior cuidado por parte dessas suas amigas e que é constantemente ignorada, explorada, gozada, humilhada, roubada, acusada, enchovalhada, reprimida, denegrida, contida... 
    Depois existe a víbora, que é elegante, culta, inteligente, letrada, charmosa, bonita, magra, escultural, perfeita, integra, sincera, sábia, extrovertida, comunicativa, gracejadora, bem-falante, interessante, ponderada, meticulosa, firme, engenhosa, mestiça, forte, experiente, e mais uma infindável panóplia de adjectivos requintados e muito ponposos, os únicos que têm a nobreza necessária!
   
   Tendo por base apenas estas características, são será difícil concluir que sou do piorio! Não acham? 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

A terça-feira de Carnaval

A festa carnavalesca surgiu a partir da implantação, no século XI, da Semana Santa (a semana da Páscoa). A Quaresma é o período de cerca de quarenta dias, demarcado entre o Carnaval, e a Páscoa, sendo este momento de privação que acabaria por incentivar a reunião de diversas festividades nos dias que antecediam a Quarta-feira de Cinzas, o primeiro dia da Quaresma.
A palavra "carnaval" está, desse modo, relacionada com a ideia de deleite dos prazeres da carne, marcado pela expressão "carnis valles", que, acabou por formar a palavra "carnaval", sendo que "carnis" em latim significa carne e "valles" significa prazeres.
O Carnaval da Antiguidade era marcado por grandes festas, onde se comia, bebia e participava de alegres celebrações e busca incessante dos prazeres.
Foi no Renascimento que as festas que aconteciam nos dias de carnaval, começaram a incorporar os bailes de máscaras, com suas ricas fantasias e os carros alegóricos. Ao carácter de festa popular e desorganizada juntaram-se outros tipos de comemoração e progressivamente a festa foi tomando o formato actual.


segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

A Origem

Tudo tem uma origem, e este blog não é excepção! Nunca partilhei as minhas experiências pela net e isto é um mundo novo para mim. A ideia de o fazer não partiu de mim, mas sim uma colega e amiga... eu não tenho jeito nenhum. (isto já começa bem... :S)